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Preciso de licença para instalar painéis solares no Líbano e o que aconteceu com a decisão de setembro de 2026?

7 min de leitura11 fontesRevisado por Tatyana Alwan, advogada, em 18 de out. de 2026
Nesta página
  1. Dados principais
  2. O que dizia a decisão de setembro de 2026
  3. Por que foi descartada e quem regula agora
  4. O que isso significa para você em outubro de 2026
  5. Como verificar o que você precisa antes de instalar
  6. Depende de
  7. Perguntas frequentes
  8. Fontes

Resposta curta

Não está confirmado em outubro de 2026. a Decisão Conjunta nº 1234, de 9 de setembro de 2026 (abaixo de 1,5 MW)[1,2,3] fixou regras de licença, mas o Conselho de Ministros a descartou dias depois e remeteu a regulação solar ao regulador de eletricidade, cujos procedimentos não tínhamos visto até meados de outubro de 2026[2,3,4]. O Ministério da Energia disse que alguns certificados de engenharia e de urbanismo já eram exigidos antes[3]. Pergunte à sua prefeitura e à Ordem dos Engenheiros.

Também perguntam: “Licença para energia solar no Líbano” · “Decisão 1234 painéis solares Líbano” · “Preciso de aprovação da prefeitura para painéis solares no Líbano?” · “A decisão solar de setembro de 2026 foi cancelada?”

As regras para energia solar residencial estão indefinidas. A decisão de 9 de setembro de 2026 foi descartada, e até meados de outubro de 2026 não tínhamos visto procedimentos substitutos do regulador de eletricidade[2,3,4]. Esta página cobre o que foi publicado até 17 de outubro de 2026.

Dados principais

A decisão de setembro
a Decisão Conjunta nº 1234, de 9 de setembro de 2026 (abaixo de 1,5 MW)[1,2,3]
O que o governo fez
descartada; remetida à Autoridade Nacional de Regulação do Setor Elétrico[2,3,4] (setembro de 2026)
Base legal das regras do regulador
Art. 26 da Lei de Eletricidade 462/2002[1,2,3]
Onde pedir, pela decisão descartada
pedido apresentado ao município (ou ao caimacã)[1,2]
Prazo pela decisão descartada
decisão em 15 dias; silêncio = aceitação após o pagamento das taxas municipais[1] (conforme o Al-Modon)
Telhado compartilhado, pela decisão descartada
aprovação da associação de proprietários, ou de 75% dos proprietários[1,2]
Regras em vigor em outubro de 2026
Não publicadas. Pergunte à prefeitura e à Ordem dos Engenheiros[2,3,4]

O que dizia a decisão de setembro de 2026

a Decisão Conjunta nº 1234, de 9 de setembro de 2026 (abaixo de 1,5 MW)[1,2,3] foi assinada pelos ministros do Interior e Municípios, das Obras Públicas e Transportes e da Energia e Água. Valeria apenas até o regulador de eletricidade emitir seus próprios procedimentos. O pedido ia à prefeitura, ou ao caimacã (قائمقام) quando a cidade não tinha prefeitura. O processo exigia um formulário, declarações de responsabilidade de um engenheiro estrutural e de um engenheiro elétrico ou eletromecânico registrados na Ordem dos Engenheiros, um certificado de servidões e de urbanismo da Direção-Geral de Urbanismo e o formulário aprovado pela Ordem[1,2].

Segundo o Al-Modon, a prefeitura ou o caimacã tinha 15 dias para decidir, e o silêncio valia como aceitação depois de pagas as taxas municipais devidas[1]. Nenhum valor de taxa foi publicado no que lemos. Ainda segundo o Al-Modon, o inquilino ou ocupante que fizesse o pedido precisava do consentimento do dono da unidade. Para painéis nas partes comuns de um prédio, a decisão pedia uma planta com a posição dos painéis e a divisão do telhado entre os proprietários, aprovada pela associação de proprietários ou, sem associação, por 75% dos proprietários[1,2].

A decisão também fixava limites de altura. Os painéis no telhado podiam subir acima do telhado mais alto no máximo 3 m (edifício com menos de 15 m), 4,5 m (mais de 15 m)[1,2], e nunca acima da caixa da escada. Os painéis no solo eram limitados a 2 m no topo e 40 cm na borda inferior, e o que passasse dos limites contaria como estrutura metálica pela lei de construção.

Por que foi descartada e quem regula agora

O IMLebanon informou em 12 de setembro de 2026 que o Conselho de Ministros havia concordado, no dia anterior, em descartar a Decisão 1234 e remeter os sistemas solares abaixo de 1,5 MW à Autoridade Nacional de Regulação do Setor Elétrico[2,3,4]. O gabinete do primeiro-ministro disse que os motivos da decisão tinham deixado de existir. Por isso, o pedido à prefeitura, o prazo de 15 dias, os limites de altura e as regras de consentimento acima já não estão em vigor.

O Ministério da Energia disse que a decisão era apenas provisória, à espera dos procedimentos do regulador previstos no art. 26 da lei do setor elétrico. Acrescentou que alguns documentos, como os certificados de engenharia e o certificado de servidões e de urbanismo, já eram exigidos antes da decisão[3]. O ministério não disse qual regra anterior os exige, e não encontramos texto que o faça.

A decisão foi criticada pelo custo. Um artigo de opinião do Lebanon24 (18 de setembro de 2026) argumentou que a regulação solar não deve virar forma de arrecadar taxas e propôs um registro eletrônico gratuito ou barato. O deputado Bilal Hashimi disse que o Estado não deve se tornar "uma máquina de taxas, impostos e papelada"[2,4]. Nenhuma das duas opiniões é regra em vigor.

O que isso significa para você em outubro de 2026

Ninguém confirmou se hoje você precisa de licença ou de pedido à prefeitura. Nossas fontes não indicam imposto ou taxa municipal solar confirmados em outubro de 2026[1]; veja mais em existe imposto ou taxa sobre painéis solares. Se você assina um gerador privado, o aviso do Ministério da Energia de setembro de 2026 proíbe o dono do gerador de cobrar a mais porque você também usa energia solar[5].

Num prédio de apartamentos, os telhados superiores são partes comuns pelo decreto de condomínio[6,7]. A associação de proprietários pode instalar equipamentos necessários ou úteis com pelo menos 75% dos votos dos proprietários. Nenhuma fonte diz que essa regra cobre painéis solares. Essa é a nossa leitura, e um advogado deve confirmá-la. Veja painéis solares em telhado compartilhado.

Antes de qualquer papel, verifique o próprio telhado. Andira al-Zuhairi, chefe da Autoridade Imobiliária Libanesa, disse que a capacidade estrutural do telhado e a forma de fixação devem ser verificadas primeiro, sobretudo em prédios antigos ou danificados, e um autor do Lebanon24 apontou cargas no telhado, fiação, proteção contra incêndio e qualidade das baterias[3,4]. Vender o excedente de energia à rede é outro assunto, regido por a Lei nº 318/2023 (14 de dezembro de 2023)[4,8]; veja net metering com a EDL.

Como verificar o que você precisa antes de instalar

  1. Pergunte à sua prefeitura. Vá à prefeitura do local do imóvel, ou ao caimacã se a cidade não tiver prefeitura, e pergunte por escrito se ela exige um pedido para sistema solar residencial agora que a Decisão 1234 foi descartada. Pela decisão descartada, era esse o órgão que recebia os pedidos[1,2].
  2. Pergunte à Ordem dos Engenheiros sobre as declarações de engenheiros. O Ministério da Energia disse que certificados de engenharia já eram exigidos antes de setembro de 2026[3]. Pergunte se um engenheiro estrutural e um elétrico precisam assinar para o seu sistema. Veja o que faz a Ordem dos Engenheiros.
  3. Pergunte sobre o certificado de servidões e de urbanismo. O ministério o listou entre os documentos já exigidos[3]. Pela decisão descartada, ele vinha da Direção-Geral de Urbanismo[1,2]. Pergunte à prefeitura se o seu terreno precisa de um.
  4. Obtenha a concordância do prédio para telhado compartilhado. Leve a proposta à associação de proprietários e guarde a decisão por escrito. O decreto de condomínio fixa 75% dos votos dos proprietários para novos equipamentos[6,7], mas nenhuma fonte o aplica diretamente à energia solar; peça a um advogado que confirme.
  5. Se você aluga, obtenha o consentimento do proprietário por escrito. A regra de consentimento da decisão descartada deixou de valer, mas ter o consentimento escrito do proprietário continua sensato conforme o contrato de locação[1]. Consulte um advogado se o contrato não disser nada a respeito.
  6. Mande verificar o telhado. Peça a um engenheiro estrutural que confirme que o telhado aguenta os painéis e como eles serão fixados, e guarde o laudo com seus papéis.

Depende de

  • Casa própria ou prédio compartilhado. Um telhado compartilhado envolve os outros proprietários. Pergunte à associação de proprietários, e a um advogado se houver disputa, sobre a regra dos 75%[6,7].
  • Proprietário ou inquilino. O inquilino deve obter a concordância do proprietário por escrito, já que a regra de consentimento da decisão descartada deixou de valer[1]. Registre no contrato quem paga e quem fica com os painéis quando você sair.
  • Um empréstimo do BDH. Um empréstimo de reforma do BDH que inclua energia solar exige aprovação do Ministério do Interior e Municípios e a aprovação por escrito de 75% do comitê dos coproprietários[9,10,11]. Veja empréstimos para painéis solares.
  • Tamanho do sistema. A decisão descartada e a remessa do gabinete trataram de sistemas abaixo de 1,5 MW[2,3,4]. Projetos maiores estão fora desta página; pergunte ao regulador de eletricidade.
  • Novas regras do regulador. Se a Autoridade Nacional de Regulação do Setor Elétrico publicar procedimentos, eles substituirão tudo o que está aqui. Pergunte à sua prefeitura se algo foi emitido.

Perguntas frequentes

A Decisão 1234 sobre painéis solares ainda está em vigor?

Não. Em setembro de 2026, o Conselho de Ministros descartou a Decisão Conjunta nº 1234, de 9 de setembro de 2026, e remeteu os sistemas solares abaixo de 1,5 MW à Autoridade Nacional de Regulação do Setor Elétrico[2,3,4].

Existe taxa ou imposto sobre painéis solares no Líbano?

Nossas fontes não encontraram imposto ou taxa municipal solar confirmados em outubro de 2026[1]. Pergunte à sua prefeitura se ela cobra algo.

O dono do meu gerador pode cobrar mais porque tenho painéis solares?

Não. O aviso do Ministério da Energia de setembro de 2026 proíbe os donos de geradores de adicionar tarifas extras a assinantes que também usam energia solar[5].

Preciso da aprovação dos vizinhos para pôr painéis no telhado compartilhado?

Provavelmente. O telhado superior é parte comum, e novos equipamentos exigem pelo menos 75% dos votos dos proprietários pelo decreto de condomínio[6,7]. Nenhuma fonte aplica essa regra diretamente a painéis solares, então um advogado deve confirmar.

Fontes

Conferido nestas fontes. Os números no texto apontam para cá.

  1. 1.
    New conditions for installing solar panels in Lebanon

    Al-Modon · 10 de set. de 2026 · consultado em 17 de out. de 2026

  2. 2.
    Controversy in Lebanon after new rules on solar panel installation

    Arabi21 · 12 de set. de 2026 · consultado em 17 de out. de 2026

  3. 3.
    Solar energy: the government drops the decision and regulation continues

    IMLebanon (Nidaa al-Watan) · 12 de set. de 2026 · consultado em 17 de out. de 2026

  4. 4.
    Solar in Lebanon: how to regulate the sector without making citizens pay

    Lebanon24 · 18 de set. de 2026 · consultado em 17 de out. de 2026

  5. 5.
    Private generator tariff for September 2026

    Beirut24 (reproducing National News Agency / Ministry of Energy and Water statement) · 1 de out. de 2026 · consultado em 17 de out. de 2026

  6. 6.
    Managing the ownership of floors and flats (Dr Nader Abdel Aziz Chaffi, Army Magazine issue 302-303, August 2010)

    Lebanese Army (Army Magazine, "We and the Law" section) · agosto de 2010 · consultado em 17 de out. de 2026

  7. 7.
    Legislative Decree No. 88 of 16/9/1983 on co-ownership of built property

    Joseph Wanis Official Site (lawyer Joseph Wanis) · 22 de mar. de 2019 · consultado em 17 de out. de 2026

  8. 8.
    Decentralized Renewable Energy Law

    LCEC (Lebanese Center for Energy Conservation) · sem data · consultado em 17 de out. de 2026

  9. 9.
    Banque de l'Habitat - Renovation Loan (USD) details

    Banque de l'Habitat S.A.L. · sem data · consultado em 17 de out. de 2026

  10. 10.
    Banque de l'Habitat - Renovation Loan in LBP: loan details

    Banque de l'Habitat (BDH) · sem data · consultado em 17 de out. de 2026

  11. 11.
    Banque de l'Habitat - Construction loan details

    Banque de l'Habitat S.A.L. (BDH) · sem data · consultado em 17 de out. de 2026