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O inquilino pode sublocar o imóvel ou passar o contrato de aluguel para um familiar no Líbano?

8 min de leitura15 fontesRevisado por Tatyana Alwan, advogada, em 18 de out. de 2026
Nesta página
  1. Dados principais
  2. Primeiro, descubra qual é o seu contrato
  3. Sublocar um contrato assinado depois de julho de 1992
  4. Sublocar um contrato antigo
  5. Um familiar assumir o contrato
  6. Antes de sublocar ou passar o imóvel
  7. Depende de
  8. Perguntas frequentes
  9. Fontes

Resposta curta

Depende de quando o contrato foi assinado. Em um contrato assinado depois de julho de 1992[1,2,3,4], um escritório de advocacia diz que a sublocação é permitida para o mesmo uso, salvo proibição no contrato[3]. Em um contrato antigo, assinado antes de 23 de julho de 1992[5,6,7], o inquilino pode sublocar somente com o consentimento por escrito do proprietário ou quando o contrato permitir. A lei antiga também deixava o cônjuge, os ascendentes e os filhos que moram no imóvel[3,7] assumirem o contrato; não está confirmado se isso vale após a lei de 2017.

Também perguntam: “Inquilino pode sublocar apartamento no Líbano?” · “Meu filho pode assumir meu contrato de aluguel antigo?” · “Sublocar sem consentimento do proprietário no Líbano” · “O aluguel termina quando o inquilino morre no Líbano?”

Os contratos antigos estão mudando. Para os inquilinos fora do Fundo, a prorrogação de nove anos terminou em 28 de fevereiro de 2026[6,8,9] e, em 13 de outubro de 2026, a Comissão de Administração e Justiça do Parlamento ainda estudava dois projetos sobre o aluguel antigo, sem decisão[10]. Esta página cobre o que foi publicado até 17 de outubro de 2026.

Dados principais

Contrato assinado depois de julho de 1992
Sublocação permitida para o mesmo uso, salvo proibição no contrato[3], segundo o escritório Jaber Law Firm
Contrato assinado antes de 23 de julho de 1992
Sublocação somente com o consentimento por escrito do proprietário[3], ou quando o contrato permitir
Contrato antigo, sublocação aprovada
O contrato continua entre o proprietário e o inquilino original[3]
Contrato antigo, sucessão familiar (regra de 1992)
o cônjuge, os ascendentes e os filhos que moram no imóvel[3,7], se tiverem entrado no imóvel no início do contrato; não está confirmado se isso ainda vale após a lei de 2017
Contrato novo, morte do inquilino
O contrato não termina, segundo um escritório de advocacia[3]
Uso do imóvel
Exatamente como o contrato prevê, ou o contrato pode ser rescindido, segundo um escritório de advocacia[2]
Disputas
o juízo de locações do local do imóvel[2], segundo o escritório Choueh Law Firm

Primeiro, descubra qual é o seu contrato

O Líbano tem dois regimes de aluguel. Os contratos residenciais assinados antes de 23 de julho de 1992 seguem o regime do aluguel antigo, e os assinados depois dessa data são contratos livres[5,6,7]. Os contratos novos são regidos pela Lei 159/92 e pelo capítulo sobre locação do Código de Obrigações e Contratos, pelos quais proprietário e inquilino definem livremente o aluguel e o prazo[1,2,3,4]. A data do seu contrato decide quais regras de sublocação e de sucessão valem, então confira-a primeiro. Veja como saber se o seu contrato é antigo ou novo.

Sublocar um contrato assinado depois de julho de 1992

O escritório Jaber Law Firm diz que a sublocação é permitida para o mesmo uso, salvo proibição no contrato[3]. Uma cláusula do contrato que proíbe a sublocação prevalece. Leia o contrato antes de tudo: se ele proíbe sublocar, a regra geral não ajuda.

O uso do imóvel tem de continuar o mesmo. O escritório Choueh Law Firm diz que o imóvel deve ser usado exatamente como o contrato prevê, por exemplo como residência ou escritório, ou o contrato pode ser rescindido[2]. A Jaber inclui o uso do local para outra finalidade entre os motivos que cancelam um contrato posterior a 1992[3]. Nenhuma fonte que lemos diz se alugar o imóvel por diária a turistas conta como uso diferente de residência. Se é esse o seu plano, leia se o aluguel de curta temporada é legal e consulte um advogado antes de anunciar.

As fontes também não dizem quem responde perante o proprietário pelo aluguel não pago ou pelos danos causados por um sublocatário em contrato novo. Coloque isso em um acordo assinado e consulte um advogado se os valores forem altos.

Sublocar um contrato antigo

No regime anterior a 1992, o inquilino só pode sublocar com o consentimento escrito do proprietário ou quando o contrato permitir. Mesmo assim, o contrato continua entre o proprietário e o inquilino original[3], então o sublocatário não passa a ser inquilino do proprietário.

O escritório Jaber Law Firm lista a cessão total ou parcial, ou a sublocação, sem aprovação escrita entre os motivos para despejar um inquilino de contrato anterior a 1992[3]. Esses motivos vêm da lei de 1992, e não foi verificado até que ponto ainda valem junto com a lei de 2014/2017. O fim da prorrogação não retira o inquilino automaticamente; proprietários recorreram à justiça para obter ordens de despejo[8,9,11]. Mais em se um inquilino de aluguel antigo pode ser despejado agora.

Um familiar assumir o contrato

No regime anterior a 1992, se o inquilino morresse ou saísse, o cônjuge, os ascendentes e os filhos que moravam no imóvel podiam assumir o contrato, desde que tivessem entrado nele no início da locação[3,7]. O LCPS também diz que o direito de ocupação podia passar aos familiares. Não encontramos fonte sobre se esse direito sobrevive à lei de 2014/2017, ou depois do fim da prorrogação em fevereiro de 2026.

O que resta dos contratos antigos é, em geral, contestado. O tribunal de apelação do Metn, um advogado citado na imprensa e um consultor de proprietários dizem que, quando a prorrogação termina sem os passos exigidos, o contrato passa a seguir o direito comum dos contratos e o inquilino deve sair ou acertar novas condições[6,8,12,13]. Advogados citados pela Maharat e um autor do Public Works Studio sustentam que o art. 58 suspende a lei até o Fundo funcionar; o tribunal de apelação do Metn decidiu em junho de 2026 que isso não suspende os prazos do próprio inquilino[8,11,14]. Veja o que acontece com os inquilinos de aluguel antigo depois de fevereiro de 2026.

Para contratos novos, o escritório Jaber Law Firm diz que um contrato posterior a 1992 não termina com a morte do inquilino nem do proprietário[3]. Não achamos nada sobre um filho ou parente assumir um contrato novo enquanto o inquilino está vivo, nem sobre quem exatamente entra no contrato após uma morte. Um advogado que trabalhe com casos de aluguel pode responder, com o seu contrato em mãos.

Antes de sublocar ou passar o imóvel

  1. Encontre a data de assinatura do contrato. Faça isso com o contrato original. Antes de 23 de julho de 1992 significa o regime antigo; depois, contrato livre[5,6,7].
  2. Leia o contrato para ver se há cláusula de sublocação e qual é o uso indicado. Em contrato novo, a cláusula que proíbe sublocar prevalece[3], e o imóvel deve manter o uso indicado no contrato[2].
  3. Obtenha o consentimento do proprietário por escrito. Em contrato antigo, isso é exigido, a menos que o contrato já permita sublocar[3]. Em contrato novo, continua sendo uma boa proteção. Guarde uma cópia datada e assinada e pergunte a um tabelião (kateb adel, كاتب العدل) como dar ao seu pedido uma data que possa ser comprovada.
  4. Coloque os termos da sublocação no papel. Anote o aluguel, o prazo, o uso e quem paga os danos, faça inquilino e sublocatário assinarem e guarde cópias. A união de municípios de Dahye diz que os proprietários devem registrar os contratos todos os anos, até 31 de dezembro, na prefeitura do local do imóvel, conforme a circular 8/99 do Ministro do Interior[15]; confirme com a sua prefeitura e pergunte se uma sublocação pode ou deve ser registrada, pois nenhuma fonte diz. Veja como funciona o registro do contrato de aluguel.
  5. Para uma sucessão familiar, procure um advogado de locações antes de o inquilino sair. Leve o contrato e os recibos de aluguel e pergunte quais documentos provam que o familiar morava ali desde o início do contrato. Se o proprietário se opuser, o escritório Choueh Law Firm diz que as disputas vão para o juízo de locações do local do imóvel[2].

Depende de

  • Quando o contrato foi assinado. Antes de 23 de julho de 1992 valem as regras antigas de consentimento escrito e de sucessão familiar; depois, vale o Código de Obrigações e Contratos[1,2,3,4]. Confira a data do contrato ou pergunte a um tabelião.
  • O que diz o seu contrato. Em contrato novo, a cláusula que proíbe sublocar vence a regra geral[3]. Um contrato escrito que trate da sublocação evita discussão depois.
  • Como o imóvel será usado. A sublocação só é permitida para o mesmo uso, e nenhuma fonte diz como é tratado o aluguel por diária a turistas. Pergunte a um advogado e à prefeitura.
  • Quem assume. O regime antigo previa o cônjuge, os ascendentes e os filhos que moravam no imóvel desde o início do contrato[3,7]. Nenhuma fonte que encontramos trata de outros parentes, nem de ninguém em contrato novo; pergunte a um advogado de locações.
  • Em que pé está a prorrogação antiga. Tribunais e advogados discordam sobre o que resta dos contratos antigos depois de 28 de fevereiro de 2026[8,11,14]. Um advogado de locações pode dizer como o tribunal do seu distrito tem decidido.

Perguntas frequentes

O proprietário pode me despejar por sublocar sem permissão?

Em contrato antigo, sublocar sem aprovação escrita está entre os motivos de despejo listados pelo escritório Jaber Law Firm[3], e proprietários recorreram à justiça para obter ordens de despejo[8,9,11]. Em contrato novo, a lista de motivos de cancelamento da Jaber não menciona a sublocação; pergunte a um advogado como se trata a violação de uma cláusula que a proíbe.

O contrato de aluguel no Líbano termina quando o inquilino morre?

Em contrato assinado depois de julho de 1992, o escritório Jaber Law Firm diz que ele não termina com a morte do inquilino nem do proprietário[3]. Em contrato antigo, a lei de 1992 deixava o cônjuge, os pais e os filhos que moravam ali desde o início do contrato assumi-lo[3,7], mas não está confirmado se isso ainda vale após a lei de 2017.

Posso sublocar meu imóvel alugado no Airbnb?

Segundo o escritório Jaber Law Firm, em contrato novo a sublocação é permitida apenas para o mesmo uso, salvo proibição no contrato[3]. Nenhuma fonte que lemos diz se alugar por diária a turistas conta como uso residencial; pergunte antes a um advogado e à prefeitura.

Fontes

Conferido nestas fontes. Os números no texto apontam para cá.

  1. 1.
    New rent contracts explained

    Adala Law Firm · 23 de out. de 2025 · consultado em 17 de out. de 2026

  2. 2.
    Leasing Rights in Lebanon

    Choueh Law Firm · sem data · consultado em 17 de out. de 2026

  3. 3.
    Jaber Law Firm: Real Estate in Lebanon (FAQ)

    Jaber Law Firm · sem data · consultado em 17 de out. de 2026

  4. 4.
    Old rents… a crisis without a settlement

    MTV Lebanon (article by Ramah El Hashem, Nidaa Al Watan) · 13 de out. de 2026 · consultado em 17 de out. de 2026

  5. 5.
    Legislative and Administrative Land and Property Rights Framework. Lebanon

    GLTN / UN-Habitat · maio de 2024 · consultado em 16 de out. de 2026

  6. 6.
  7. 7.
    Lebanon's Rental Law and the Housing Crisis

    LCPS (Lebanese Center for Policy Studies) · 23 de set. de 2025 · consultado em 17 de out. de 2026

  8. 8.
  9. 9.
    الإيجارات القديمة.. أزمة بلا تسوية

    IMLebanon (Nidaa al-Watan) · 13 de out. de 2026 · consultado em 17 de out. de 2026

  10. 10.
    Administration and Justice Committee Continues Study of Old Rent Law Proposals

    Daily Beirut · 13 de out. de 2026 · consultado em 17 de out. de 2026

  11. 11.
    إخلاء في زمن الحرب: قراءة في أحكام إخلاء مساكن إيجار قديم

    Public Works Studio · 25 de mar. de 2026 · consultado em 17 de out. de 2026

  12. 12.
    Old residential leases: the standoff between landlords and tenants continues

    Ici Beyrouth · sem data · consultado em 17 de out. de 2026

  13. 13.
  14. 14.
  15. 15.
    Request to register a lease contract

    Dahye (Southern Suburbs) Municipalities Union · sem data · consultado em 17 de out. de 2026